quarta-feira, 4 de abril de 2018

Morte e Ressurreição

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Duas comemorações importantes foram feitas neste último final de semana: O Pessach - Páscoa Judaica e a memorável páscoa cristã. Como todo mundo sempre escreve sobre isso e aqui mesmo no blog tem muitas postagem sobre o assunto deixei passar em branco.

O Pessach tem sua característica em que todo judeu relembra a saída do povo de Israel do Egito e sua jornada em direção a Terra Prometida. A morte dos primogênitos no Egito como efeito da 10ª praga dá origem a ordem de evacuação. A liberdade conquistada depois de 400 anos de escravidão fala de vida, de mudança, de um novo período na história do povo hebreu. Agora o deserto seria o lar dos filhos de Yaakov por 40 anos. Um período de aprendizado, de estruturar a nação tanto no sentido social quanto espiritual. O povo de Israel teria que aprender a confiar e depender do seu Deus.

A Páscoa cristã também fala de morte, de sacrifício, de sangue. Jesus, o enviado de Deus para salvar a humanidade seria traído, preso e sentenciado a morte em uma cruz. Soldados romanos sem compaixão tratam o filho de Maria de forma grosseira e desumana. Jesus é espancado e colocado numa cruz e depois de algumas horas a vida se esvai. Seu corpo segue para o sepulcro e ali permanece por três dias. 

A ressurreição acontece no domingo antes do raiar do sol. Mulheres chegam ao sepulcro e verificam que a pedra havia sido removida. Maria Madalena tem o seu primeiro contato com o Mestre ressurreto. Alguns discípulos chegam correndo e olham o local. No desenrolar da história Jesus aparece aos discípulos em ocasiões distintas. O plano de salvação havia sido concluído. Uma nova etapa, uma nova era, um recomeço? Cada um encara do jeito que quiser. O texto informa que João creu. E isso já basta.

Nas duas explicações acima sobre comemoração da Páscoa podemos salientar as palavras: Morte e Vida, Medo e Confiança, Fim de um ciclo e começo de outro. 

Independente disso muitos de nós continuamos presos em nossos dilemas, defeitos, objetivos. Parece que nunca damos uma chance para a liberdade ou para a ressurreição porque não queremos abrir mão de alguma coisa, não queremos passar pelo sofrimento, ou pela morte de algum projeto, de algum sentimento. Não queremos romper com o passado e ficamos no mesmo ciclo por anos a fio. Não nos damos a chance de encarar o novo, o desconhecido porque não sabemos o que vamos encontrar lá na frente ou porque achamos que o que temos é o suficiente.

Parei pra pensar sobre isso, porque aconteceu algo que me deixou muito decepcionada esta semana. Quando pensei que estava dando um passo a frente, só estava andando em círculos e talvez retrocedendo. E já é o terceiro dia... 


Marion Vaz

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