sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Projeto Social Josué

Resultado de imagem para vassoura tinta e pincel

Tem coisas na vida que parece uma caixinha de surpresa em que você tem que adivinhar se são boas ou ruins. Mas a nossa mente tem essa capacidade de fazer escolhas, de pensar, de opinar, de estabelecer prioridades. O Projeto Josué, Calebe, Paulo, Natanael, são ideias que surgem em determinadas igrejas para justificar o comportamento do crente em relação ao próximo. Assim, se você vestir uma camisa e sair por ai ajudando alguém... Você está dentro! 

Não como aquela campanha "Criança Esperança" que arrecada milhões de reais para ajudar os projetos em curso ou implementar outros. Porque aqui ninguem investe dinheiro só trabalho. Caridade à parte, quem sai realmente ganhando? O que está por trás de todos os sorrisos e pedidos de ajuda? 

Com base em textos bíblicos as igrejas vem colocando nas ruas em determinados períodos do ano, um grupo de crentes dispostos até a varrer calçadas e limpar as casas dos outros para mostrar o amor ao próximo ou que fazemos parte da Comunidade. Um projeto social, sem dúvida. Um projeto que ajuda muita gente e sensibiliza os necessitados. Mas será que se quer visibilidade com isso? 

Talvez isso não conte muito para a massa de classe média baixa que compõe a maior parte dos selecionados, que encara o projeto como um desafio, um trabalho social, um cumprimento do Ide de Jesus. E com certeza tem um retorno tanto no sentido espiritual quanto material, pois existe muita gente carente de uma ajuda braçal. 

Mas sinceramente, no último vídeo via redes sociais, achei um discurso desapropriado do organizador do programa desafiar o Prefeito da cidade do Rio de Janeiro, mostrando que tinha deixado sua residência para pintar um muro. Parecia mesmo uma alusão a propaganda política do tipo: "Você não fez então estou fazendo'. Não foi de bom tom a menos que se queria mesmo ter visibilidade nacional, contrariando o discurso de Jesus: "Não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita' (Mt 6.3) -  E que isso não sirva de anedota sobre partidos políticos (risos).

Caso venha a acontecer, seremos testemunha de mais bate boca através do Twitter, programas de televisão e vídeos no Youtube. O que também não vai ser nada agradável de se ver. E que na minha humilde opinião descaracteriza o trabalho de "Bom Samaritano". 

Rendimentos à parte, fica aqui um aplauso àqueles que prontamente se identificaram com o Projeto e "lançaram mão ao arado". E também uma dica: Não adianta fazer bonito lá fora se dentro da própria casa não se tem compromisso. Então, dê uma boa olhada em volta pra saber no que realmente está investindo.

Marion Vaz


quinta-feira, 9 de novembro de 2017

O Elo Partido

Resultado de imagem para elo quebrado

Ao contrário do que muita gente pensa é simples romper o elo que liga as pessoas. Se por um lado requer paciência e tempo, por outro ponto de vista pode ser em segundos. Pode ser que com apenas uma frase você coloque uma ideia na cabeça de alguém e aquilo vai se tornando verdade ao longo dos anos. Principalmente se essa pessoa tem certa influência na vida de familiares e amigos. E como a palavra dele é lei, aceita-se como ideal e lógico. foi assim que meu relacionamento terminou antes mesmo de começar. E agora que o elo se partiu não há mais razão para não falar sobre isso.

Parece bom quando se tem um amigo, um confidente, um irmão mais chegado, pra quem podemos contar todos os nossos sentimentos, emoções e sonhos. Parece bom ter aquele ombro amigo que vai estar sempre a disposição quando se precisa. Parece bom mesmo ter alguém que nos dê todas as respostas, que faça escolhas e nos diga sem exitar o que devemos fazer e pensar, seja em questões profissionais, amorosas ou até religiosas. Mas é muito ruim quando essa influência chega ao ponto de determinar com quem você deve ficar ou não. Se a pessoa que se apaixonou por você serve ou se "ela não é para o teu bico"! - Quer apostar? Foi a resposta imediata! Uma brincadeira boba que praticamente determinou o resto de nossas vidas.

E aí começa a história em que você vira um joguete ou o resultado de uma aposta. Tudo bem. Sentimentalismo à parte, o vencedor levou o premio. Mas o relacionamento não durou muito porque a regra geral dizia e repetia, não sei se na mente ou no coração, "ela não é para o teu bico"... Afinal... Quem afirmava era o mentor, aquele que estava ao lado o tempo todo.

Enfim... Pequenas atitudes ao longo dos anos afastaram as pessoas, os filhos, os amigos. Erros foram cometidos e perdeu-se parte da vida por não querer se envolver o suficiente para que a palavra final do mentor prevalecesse. Não que a culpa fosse de uma única pessoa, porque houve outras intervenções  também. E independente das lágrimas, do sentimento de rejeição, dos problemas financeiros e emocionais a outra parte sobreviveu. 

Mas a razão desse texto não se resume em contar uma história triste e sim falar de perdão. Ignorando a opinião das massas, a outra parte tenta se reestruturar, elabora sonhos, sobrevive e se mantem digna de respeito e admiração. Porque a vida passou e um milhão de coisas aconteceram e não há como voltar no tempo, nem para reparar danos ou convencer de que podia ter sido de outro jeito.

A vida é assim, uma corrida louca contra o relógio que insiste em seu tic tac como o ritmo do coração... Coração que num dado momento deixou de bater. Sem aviso. Sem piedade. E o que dói mais além da separação é essa angústia de ter esperado tanto tempo como na história do Titanic. Não ter tido coragem de esclarecer as coisas e você se foi sem aquela conversa franca sobre o que pudesse estar certo ou errado. Talvez lá no fundo do seu coração você já soubesse disso... Talvez tenha me dito isso naquele último sorriso. Mas infelizmente não se retratou... E então as coisas vão continuar como estão...

Mas fica aqui uma palavra de perdão. Mesmo porque talvez a ideia fosse proteger as partes ou quem sabe até fazer disso um elogio... Talvez não fosse enaltecer um e minar a confiança do outro. E como não se pode mudar o passado, seguimos em frente tentando reparar os danos, diminuir a distância, entrelaçar vidas que passaram tantos anos afastadas. Estendendo as mãos a quem precisa e ajudando alguém a se reerguer.

E nesse corre corre em busca da felicidade podemos esquecer uma ofensa e perdoar. Descansa em paz.


Atualizado em 20/11/2017: Acabei de saber que há dois meses atrás você disse pra alguém que eu teria sido a escolha certa. Então vou considerar isso uma retratação. Descansa em paz.

Marion Vaz

sábado, 28 de outubro de 2017

Mania de se espiritualizar tudo

Imagem relacionada

Existem diferenças gritantes entre o que é espiritual e o que é de ordem social ou material. No entanto, na maioria das vezes as pessoas procuram respostas ou até considerações no sentido religioso para aquilo que se poderia resolver de forma lógica e conveniente.

Por diversas vezes já ouvi alguém dizer: Vamos orar! Não que a oração não tenha o seu valor. Uma das minhas decisões sobre qualquer coisa é que: Se eu não posso resolver com diálogo, vou orar e jejuar sobre o problema. Mas às vezes, uma boa conversa, ou uma palavra direta pode solucionar a questão. Um ditado popular afirma que "por falta de um grito se perde uma boiada". 

Não que brigar, discutir em voz alta, ferir com palavras a outra pessoa, transformar a casa numa praça de guerra, possa trazer algum benefício ou mudança. As vezes, precisamos esperar para agir ou para tocar no assunto. Tudo depende do nosso controle emocional e do senso de prioridade.

Enfim, os problemas de ordem social, política, financeiro, moral e sentimental tem soluções plausíveis. Embora eu pense que a solução para os problemas políticos no Brasil está condicionada a moral de cada candidato eleito e aí fica difícil esperar que a Justiça prevaleça.

Mas nem tudo depende do agir de Deus e foi por isso que Ele nos deu o livre arbítrio. No episódio da saída do povo de Israel do Egito em que eles estavam em frente ao Mar Vermelho, Moisés foi orar e a resposta de Deus foi: "Por que clamas a mim, dizes aos filhos de Israel que marchem" (Êxodos 14.15) ou seja, era hora de agir. Mesmo que o momento seja crítico temos capacidade para analisar uma situação e achar a solução.

Os problemas comuns na família, no trabalho, na vida pessoal que acontecem no dia a dia podem ser resolvidos. Basta se achar um "denominador comum" para todos. O importante é manter o equilíbrio diante das situações. 

Mas o que me fez pensar porque as pessoas tem essa mania de espiritualizar tudo foi a frase que coloquei na minha página da rede social: Cada um vive do jeito que quer!  Eu estava realmente pensando na praticidade da vida, na forma como as pessoas decidem passar o seu dia a dia e que por mais que alguém ache que está errado isso ou aquilo, foi a escolha da pessoa. Não se pode ter uma vida plena e satisfatória tentando mudar o pensamento dos outros o tempo todo.  Mas os comentários foram de ordem espiritual do tipo: "Não mais vivo eu mas Cristo vive em mim". Ok! Nada contra! Mesmo porque a comunhão com Deus é algo pessoal. E esse tipo de declaração nos sensibiliza no tocante a vida espiritual da pessoa que não prioriza mais as coisas do mundo e sim os mandamentos de Deus e a Sua vontade.

Mas em uma análise geral pode ser que para algumas pessoas é bem mais fácil "colocar tudo nas mãos de Deus" e ficar esperando um milagre. Nem todo mundo tem disposição para lutar e vencer barreiras basta observar os textos bíblicos para ver que Deus colocou alguns para liderar, guerrear, administrar e aconselhar o povo. 

O que não quer dizer que você tenha que ficar à sombra de uma árvore enquanto a vida passa diante dos teus olhos.


Marion Vaz




sábado, 7 de outubro de 2017

O que você vai fazer quando Deus precisar de você?

Resultado de imagem para pomba

Depois de tanto tempo sem escrever achei que valia a pena retornar a esta missão de "mudar o mundo". Ao assistir a série Grey's Anatomy em uma de suas mágicas cenas o chefe da cirurgia do Seattle Grace  estava dando uma palestras aos funcionários e pronunciou uma das verdades da série:
- Você já reparou nas pessoas que estão ao seu lado?  
Em poucas palavras ele ensinou aos médicos e residentes sobre a influência que cada um deles exercia sobre os outros, não somente na questão do trabalho, algo mais definido e importante que refletiria em toda a vida e carreira daquela pessoa.

Interessante que isso já havia me ocorrido em duas ocasiões especificas e as duas ocorreram num transporte público. É humano não se preocupar com quem está próximo. É o oposto do "amarás o teu próximo como a ti mesmo" mas é uma realidade dessa nossa geração. Quem se importa com o que a outra pessoa está passando? Se ela tem problemas, se precisa de um conselho, de um amigo... Andamos nas ruas tão sobrecarregados com os nossos próprios problemas que mal olhamos para o lado. Admita!

As pessoas estão carentes de afeição, de amizade sincera, de uma palavra de apoio e nós nos desviamos delas, nos silenciamos, até mesmo porque há um número considerado de ideias nas quais a maioria se apoia para indicar que são as "detentoras da verdade absoluta" e assim nada do que dissermos vai contribuir ou mudar o pensamento e o modo de vida da tal criatura.

Então, na maioria das vezes nos limitamos a ouvir e ouvir e ouvir e depois sorrimos meneando a cabeça numa atitude condescendente. Abortamos nossos próprios pensamentos, nossas ideias sobre isso ou aquilo para não transformar a conversa numa discussão infundada.

Confesso que essa tem sido a minha conduta diante de determinadas pessoas, porque as vezes não vale a pena questionar atitudes, rever conceitos, receitar um monte de valores que serão desprezados e até mesmo ridicularizados. 

Mas naquele dia foi diferente, estava sentada num transporte coletivo às seis horas da manhã de uma segunda feira tentando me distrair olhando pelo vidro da janela. A trocadora conversava com o motorista sobre alguém ou um episódio que havia ocorrido no dia anterior. Notei que se tratava de alguém próximo a ela devido as considerações e a preocupação. Olhei para ela quando mencionou que foi procurar uma resposta na Bíblia e num daqueles "sorteios" que a gente sempre faz, ela começou a ler a carta de Paulo a Filemon. 

Sem demostrar qualquer interesse fiquei ouvindo o assunto já que ela falava alto e havia poucos passageiros no ônibus. A mulher explicou o assunto do livro ao motorista que parecia não pertencer a mesma igreja que ela e notei certo entendimento sobre o texto bíblico.De repente ela deu um grande suspiro e desabafou: Não entendi... 

Olhei para aquele rosto apoiado nas mãos, aquele som do suspiro se repetiu. A mulher parecia  decepcionada e completamente perdida em seus pensamentos. Foi então que Deus falou comigo: A resposta é apoio! A resposta pra ela é apoio. 

Fiquei imóvel, perplexa por Deus está ali, bem do meu lado e falando comigo. Repensei no assunto que ela expôs, no texto bíblico... Mas ela estava conversando com o motorista, amigo dela... Eu era só uma passageira e nem sequer costumava pegar aquela condução... A resposta é apoio! Afirmava a voz no meu ouvido.

Chegamos ao ponto final e eu tinha que descer,estava atrasada e havia uma boa distância para andar até a casa da minha filha. Levantei e fui até a porta de saída. Olhei aqueles olhos tristes e não tive como me esquivar.
- Oi. Bom dia - Falei sem graça por me intrometer no assunto. A resposta que você está procurando é apoio! A mulher arregalou os olhos e eu expliquei algumas particularidades da carta de Paulo a Filemon. Não era uma resposta teológica, mas a essência. Paulo estava dando apoio a alguém que iniciava sua fé e precisa de ajuda para resolver um problema.

A mulher sorriu e exclamou: É isso! É isso mesmo! Apoio! repetia. Agora eu entendi tudo... Me despedi e sai do ônibus sem deixar de notar a alegria que tomou conta dela. Uma simples palavra, uma resposta que mudou o dia daquela mulher e que iluminou seu rosto. Ela não sabia mas eu também estava surpresa com o acontecido. Andei pela rua pensando como Deus ainda precisava de mim e queria me usar.

Em outra ocasião, sentei ao lado de uma moça num ônibus e ela começou a puxar assunto. Sabe aqueles dias que você só quer ficar quieta no seu cantinho? Pois bem, não foi desta vez. A moça mudava de assunto a todo instante e eu educadamente sorria e comentava alguma coisa. Até que ela entrou no quesito religião e de como estava trabalhando para Deus e louvando o seu nome. E apesar de estarmos numa transporte coletivo ela desabafou algo do seu passado. Percebi que era algo que a incomodava muito e ela precisava falar. Ouvi e depois citei vários versículos da Bíblia que mostravam que ela era nova criatura e que Deus já havia perdoado seus erros do passado. Mas ela continuava falando e se... e se... 

Percebi que as pessoas estão famintas de Deus e de sua Palavra. Que elas não recebem alimento apropriado em suas igrejas e repeti alguns versículos para que ela entendesse a grandiosidade do perdão de Deus sobre a vida dela. Não tem mais se... Exclamei! Essas acusações na sua mente são do inimigo. Declare que você está liberta, salva, que seus pecados foram apagados e você foi redimida em Cristo. A Bíblia diz que as coisas velhas já passaram e eis que tudo se fez novo. Você é uma nova criatura!
- É isso! Exclamou. Então vi aquela expressão de preocupação se transformar num sorrido. Simples assim...
- Simples assim... Repeti. Todo peso que estava sobre ela se foi quando compreendeu o significado da Palavra de Deus. 

Desci do ônibus feliz por ter ajudado aquela moça, mas fiquei pensando: O que estão pregando nas Igrejas? Anos de tormento, de acusações infundadas em seu coração por falta de entendimento das Escrituras.

Olhe a sua volta, não desvie do caminho de alguém. Deus precisa de você, de mim, de quem estiver a disposição para ensinar, para falar, para aconselhar pessoas que estão perdidas e quem sabe passando por momentos de tristezas e angustias. 

Aprendi com tudo isso que uma simples conversa pode mudar o rumo da vida de alguém.


Marion Vaz






quarta-feira, 19 de abril de 2017

A Arte do Descaso


Quem ainda não ouviu falar de toda essa corrupção que existe no Brasil? E não é apenas um caso isolado aqui ou ali. O que me parece é que todo o Sistema está corroído, infectado, desastrosamente arruinado com este mal. Não consigo olhar para qualquer político seja de que Partido ele pertença, do Rio de Janeiro ou na mais longínqua localidade do país, sem achar que ele pode ser ou se tornar corrupto. Não me tire por pessimista não, porque o problema está no Sistema. Pode existir casos de pessoas boas que entrem para a Política com intensões fundamentadas em suas crenças religiosas, histórico familiar, amor ao próximo... Pode ser! Mas é só ficar em contato com o resto pra coisa desandar. Opinião minha, você pode discordar.

Mas o caso é que a cada dia surgem novas denúncias, delatores, processos em andamento que não acabam nunca e na pior (melhor para alguns) hipótese, a coisa termina em pizza, Vai uma aí? Porque ser ou estar corrupto não depende mais da condição social da pessoa, está no DNA. Sabe aquela nova série que estão lançando, 171 Negócio de Família? Só o título explica bem o que acontece na Pátria Amada. E ainda tem gente fazendo piadinha com político que inaugurou um presídio e agora está morando nele e ainda levou amigos e parentes... Como se a coisa fosse parar por aí e ele teve o que mereceu... Sabe de nada inocente!

Resultado de imagem para corrupção brasil

O que não se contabiliza é a quantidade de gente que ficou no prejuízo pela roubalheira nos cofres públicos e desvio de dinheiro para contas de uns e outros. Porque na verdade a Arte do Descaso não mede esforços para prejudicar quem quer que seja. Desde que “alguém” esteja “levando um qualquer por fora” o resto (que na verdade pode ser você e eu) que se dane. E isso se tornou uma doença que contaminou a população. Ser honesto hoje em dia virou uma piada de mal gosto. O que importa é ser coerente, cordato, conivente com o Sistema para o qual se trabalha.

Se você já fez alguma reclamação numa Empresa prestadora de serviço julgando que fosse ser atendido com destreza, que seu caso seria analisado com rigorosa atenção e recebeu apenas uma cartinha informando que a reclamação é inconsistente, mas obrigada por acessar os nossos serviços, sabe do que eu estou falando! E é assim que acontece com qualquer um, o Descaso não discrimina por cor de pele, raça ou religião, ele atinge a todos sem qualquer remorso. 

Aconteceu comigo em poucos dias, depois de reclamar com a ouvidoria de uma Empresa, enviando imagens, informações e todo material necessário para análise, o retorno foi feito através de cartas padronizadas e ima infinidade de número de protocolos que eu não consigo identificar pra que servem.

Enfim, a Arte do Descaso introduzida nas atividades pode influenciar na manipulação dos resultados a favor da Empresa tornando útil o trabalho de cada atendente. Dane-se o consumidor, o cliente, o queixoso, o pai de família, a dona de casa, o pensionista... Em outras palavras: Problema teu! Vai pra Justiça que é falha mesmo, se acha que vai conseguir alguma solução... Eu hem... Pessoa estressada enviando e-mail toda hora... Me deixa quieta no meu Zap! Me esquece! Seria cômico se não fosse real e resultasse numa quantidade imensa de reclamações acumulando a pasta da lixeira de um computador. 

Esse desabafo, se assim preferir o leitor, é apenas uma pequena pincelada no retrato do país chamado Brasil, onde somos exposto a todo tipo de humilhação mesmo tendo razão. Porque aquele que leva vantagem, por menor que ela seja, não está se incomodando com quem está prejudicando. Ele não se importa de ser apenas um fantoche manipulado pelo Sistema. Sabe aquela história do tomate podre que contamina os outros? Deveria ser ao contrário: Uma pessoa de boa índole se identificaria como um exemplo para os demais a ponto de transformar a Sociedade. Mas não é isso que acontece. 

Na realidade, a pessoa assume para si  a velha postura de vilão, o que nos faz pensar naquela frase do policial da série Shades of Blue que insiste em propagar: “Às vezes, a decisão certa não está nas regras”. O que vemos então é que a corrupção ganha força e adeptos em qualquer lugar, área, departamento, ministério, onde a propina vira capital de giro para financiar a continuidade das operações do Sistema/Vida.

Resultado de imagem




Marion Vaz

sábado, 25 de março de 2017

Mulheres em Crise - Sarah

Resultado de imagem para sarah e abraão
Certamente esta mulher vivenciou uma crise. Com o coração entristecido por não poder dar a luz a uma criança, Sarah se vê diante das promessas de Deus para com o patriarca Abraão de que ele seria uma grande nação.
Muitos comentaristas da Bíblia, preletores e estudiosos ao se depararem com a história desta mulher, acabam condenando suas atitudes. Mas se olharmos para o contexto social da época temos razões sublimes para aceitar sua maneira de pensar.  Então vamos voltar no tempo?
Imagine uma mulher casada, vivendo como andarilha numa terra estranha (depois que saiu de Ur dos Caldeus para Canaã) vendo todas as suas servas tendo filhos? Passados muitos anos de sua vida, já com idade avançada, sem menstruação, se vê diante de um dilema, uma promessa de que seu marido seria pai...
Com certeza ela riu escondida atrás da porta, ao ouvir estas palavras do anjo. Pense que Sarah não tinha, como Abraão, toda aquela intimidade espiritual com Deus. Ela ainda estava aprendendo a lidar com toda aquela situação, aquele vai e vem, monta e desmonta as tendas (pois a ordem de Deus era para percorrer a terra em sua largura e comprimento), e Abrão se envolvendo em guerras. O marido praticamente mudou de religião! E a mulher ali, tendo que obedecer, respeitando a opinião e o querer do esposo.
Se hoje em dia, já é difícil para uma mulher conciliar o trabalho de casa, com as aptidões espirituais, acompanhar o marido, caso ele se torne obreiro, evangelista ou pastor, em suas atividades na igreja, imagine Sarah, numa época que a mulher não tinha o direito nem de dar opinião como era a conduta dos povos ao redor!
Simples mesmo é olhar para o texto bíblico e tirar nossas próprias conclusões. Não pense que foi fácil para Sarah oferecer Agar como mulher ao marido. Ela devia estar muito angustiada, pressionada, além do que, era um costume da época, um padrão de comportamento. Basta olharmos para a história de Jacó e todos os filhos que teve com as esposas e as servas.
Mas para Sarah seria um “recompensa” saber que o marido teria uma criança nos braços. No contexto da Aliança feita por Deus com o patriarca, não era o ideal. Mas Ismael também foi abençoado por Deus. Mas a promessa da posse da terra era para Abraão e seus descendentes com Sarah, o que se cumpriu em Isaque.
O que me impressiona na história dos patriarcas é, sem dúvida, a mudança dos nomes. Abrão passou a se chamar Abraão e Sarai, Sarah. Da mesma forma que Jacó passou a se chamar Israel como parte do cumprimento da aliança. Ao assumirem esta postura, mesmo com as inúmeras indagações, estavam se posicionando como herdeiros da promessa, da aliança eterna.
Talvez isso nos falte hoje em dia, esse comprometimento. Em parte cremos, em parte queremos “ver para crer”. Concorda? Mas como está escrito em Hebreus 11 eles tomaram posse das promessas pela fé, muito antes de qualquer realização. Viam o “invisível”. E o texto afirma que foi pela fé, que Sarah recebeu a virtude de conceber e dar a luz já fora da idade (Hebreus 11.11). O que nos revela um crescimento espiritual.
Outra crise vivenciada por esta mulher foi no momento em que se viu obrigada a pedir  ao esposo para escolher entre ela e Isaque ou Agar e Ismael. A decisão de despedir a serva com o filho foi sábia, os dois meninos não poderiam herdar juntos a Terra Prometida. E Sarah agiu conforme o seu coração para proteger o filho das implicâncias de Ismael e de futuras complicações.

O que nos leva a pensar se estamos dispostos a arriscar, a nos envolver, a tomar decisões difíceis pelos nossos filhos ou se é mais fácil sermos coniventes com as situações? 

Texto extraído do livro Mulheres em Crise de Marion Vaz

Imagem relacionada
Túmulo dos patriarcas em Hebrom - Israel

terça-feira, 14 de março de 2017

Não Autorizo

Nos últimos dia choveu no Facebook essa postagem. E não é a primeira vez que isso acontece. De tempos em tempos um número determinado de usuários copia e cola em sua página esse tipo de recado não autorizando a redistribuição de suas publicação, fotos e frases com pena de violação de privacidade. Alguém pode avisar para esses ingênuos que existe um ícone no Face em que você escolhe quem pode ou não visualizar suas postagens? E que esse tipo de recado não tem validade alguma? 

O Facebook é uma rede social, ou seja, um espaço para socialização e não uma rede privada como Email ou Gmail em que tudo é confidencial. O Face é um veículo de entretenimento, de relacionamentos e tudo que você postar, seja para amigos ou público, poderá ser compartilhado! Com ou sem a sua autorização! Mas tem cada postagem que foge ao meu entendimento! É tanto Boa Noite ou Bom dia com direito a carinhas e flores que parece que a pessoa não faz outra coisa na vida! Se vai ali do outro lado do mundo ou na esquina da própria rua tem que postar, tem que compartilhar, anúncios de pequenos negócios, serviços terceirizados, críticas, insatisfação pessoal, DRs, propaganda de Igrejas diversas, e uma infinidade de informação diária que muitas vezes nem tem valor emocional ou espiritual. E aí a pessoa fica torcendo pra sua postagem se transformar num viral!

E aqueles "desavisados da vida" enfeitando a página com os dizeres: "Não autorizo" ou "Autorizo isso e não aquilo". No ano passado inúmeros amigos deletaram outros por pura desinformação. Sinceramente, fala serio! Se você publica algo na Internet fica online e passa a ser público. Se você não quer que ninguém saiba, não se exponha, não publique, não revele via redes sociais! E tem gente que acredita mesmo nestes postes e fala com tanta veemência que convence outras pessoas a fazerem o mesmo. 

Então, pra não perder a piada...

- Não Autorizo! Vou construir uma bolha pra ficar lá dentro sem qualquer contato com o resto do mundo! kkkkkkkk


Marion Vaz