quarta-feira, 19 de abril de 2017

A Arte do Descaso


Quem ainda não ouviu falar de toda essa corrupção que existe no Brasil? E não é apenas um caso isolado aqui ou ali. O que me parece é que todo o Sistema está corroído, infectado, desastrosamente arruinado com este mal. Não consigo olhar para qualquer político seja de que Partido ele pertença, do Rio de Janeiro ou na mais longínqua localidade do país, sem achar que ele pode ser ou se tornar corrupto. Não me tire por pessimista não, porque o problema está no Sistema. Pode existir casos de pessoas boas que entrem para a Política com intensões fundamentadas em suas crenças religiosas, histórico familiar, amor ao próximo... Pode ser! Mas é só ficar em contato com o resto pra coisa desandar. Opinião minha, você pode discordar.

Mas o caso é que a cada dia surgem novas denúncias, delatores, processos em andamento que não acabam nunca e na pior (melhor para alguns) hipótese, a coisa termina em pizza, Vai uma aí? Porque ser ou estar corrupto não depende mais da condição social da pessoa, está no DNA. Sabe aquela nova série que estão lançando, 171 Negócio de Família? Só o título explica bem o que acontece na Pátria Amada. E ainda tem gente fazendo piadinha com político que inaugurou um presídio e agora está morando nele e ainda levou amigos e parentes... Como se a coisa fosse parar por aí e ele teve o que mereceu... Sabe de nada inocente!

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O que não se contabiliza é a quantidade de gente que ficou no prejuízo pela roubalheira nos cofres públicos e desvio de dinheiro para contas de uns e outros. Porque na verdade a Arte do Descaso não mede esforços para prejudicar quem quer que seja. Desde que “alguém” esteja “levando um qualquer por fora” o resto (que na verdade pode ser você e eu) que se dane. E isso se tornou uma doença que contaminou a população. Ser honesto hoje em dia virou uma piada de mal gosto. O que importa é ser coerente, cordato, conivente com o Sistema para o qual se trabalha.

Se você já fez alguma reclamação numa Empresa prestadora de serviço julgando que fosse ser atendido com destreza, que seu caso seria analisado com rigorosa atenção e recebeu apenas uma cartinha informando que a reclamação é inconsistente, mas obrigada por acessar os nossos serviços, sabe do que eu estou falando! E é assim que acontece com qualquer um, o Descaso não discrimina por cor de pele, raça ou religião, ele atinge a todos sem qualquer remorso. 

Aconteceu comigo em poucos dias, depois de reclamar com a ouvidoria de uma Empresa, enviando imagens, informações e todo material necessário para análise, o retorno foi feito através de cartas padronizadas e ima infinidade de número de protocolos que eu não consigo identificar pra que servem.

Enfim, a Arte do Descaso introduzida nas atividades pode influenciar na manipulação dos resultados a favor da Empresa tornando útil o trabalho de cada atendente. Dane-se o consumidor, o cliente, o queixoso, o pai de família, a dona de casa, o pensionista... Em outras palavras: Problema teu! Vai pra Justiça que é falha mesmo, se acha que vai conseguir alguma solução... Eu hem... Pessoa estressada enviando e-mail toda hora... Me deixa quieta no meu Zap! Me esquece! Seria cômico se não fosse real e resultasse numa quantidade imensa de reclamações acumulando a pasta da lixeira de um computador. 

Esse desabafo, se assim preferir o leitor, é apenas uma pequena pincelada no retrato do país chamado Brasil, onde somos exposto a todo tipo de humilhação mesmo tendo razão. Porque aquele que leva vantagem, por menor que ela seja, não está se incomodando com quem está prejudicando. Ele não se importa de ser apenas um fantoche manipulado pelo Sistema. Sabe aquela história do tomate podre que contamina os outros? Deveria ser ao contrário: Uma pessoa de boa índole se identificaria como um exemplo para os demais a ponto de transformar a Sociedade. Mas não é isso que acontece. 

Na realidade, a pessoa assume para si  a velha postura de vilão, o que nos faz pensar naquela frase do policial da série Shades of Blue que insiste em propagar: “Às vezes, a decisão certa não está nas regras”. O que vemos então é que a corrupção ganha força e adeptos em qualquer lugar, área, departamento, ministério, onde a propina vira capital de giro para financiar a continuidade das operações do Sistema/Vida.

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Marion Vaz

sábado, 25 de março de 2017

Mulheres em Crise - Sarah

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Certamente esta mulher vivenciou uma crise. Com o coração entristecido por não poder dar a luz a uma criança, Sarah se vê diante das promessas de Deus para com o patriarca Abraão de que ele seria uma grande nação.
Muitos comentaristas da Bíblia, preletores e estudiosos ao se depararem com a história desta mulher, acabam condenando suas atitudes. Mas se olharmos para o contexto social da época temos razões sublimes para aceitar sua maneira de pensar.  Então vamos voltar no tempo?
Imagine uma mulher casada, vivendo como andarilha numa terra estranha (depois que saiu de Ur dos Caldeus para Canaã) vendo todas as suas servas tendo filhos? Passados muitos anos de sua vida, já com idade avançada, sem menstruação, se vê diante de um dilema, uma promessa de que seu marido seria pai...
Com certeza ela riu escondida atrás da porta, ao ouvir estas palavras do anjo. Pense que Sarah não tinha, como Abraão, toda aquela intimidade espiritual com Deus. Ela ainda estava aprendendo a lidar com toda aquela situação, aquele vai e vem, monta e desmonta as tendas (pois a ordem de Deus era para percorrer a terra em sua largura e comprimento), e Abrão se envolvendo em guerras. O marido praticamente mudou de religião! E a mulher ali, tendo que obedecer, respeitando a opinião e o querer do esposo.
Se hoje em dia, já é difícil para uma mulher conciliar o trabalho de casa, com as aptidões espirituais, acompanhar o marido, caso ele se torne obreiro, evangelista ou pastor, em suas atividades na igreja, imagine Sarah, numa época que a mulher não tinha o direito nem de dar opinião como era a conduta dos povos ao redor!
Simples mesmo é olhar para o texto bíblico e tirar nossas próprias conclusões. Não pense que foi fácil para Sarah oferecer Agar como mulher ao marido. Ela devia estar muito angustiada, pressionada, além do que, era um costume da época, um padrão de comportamento. Basta olharmos para a história de Jacó e todos os filhos que teve com as esposas e as servas.
Mas para Sarah seria um “recompensa” saber que o marido teria uma criança nos braços. No contexto da Aliança feita por Deus com o patriarca, não era o ideal. Mas Ismael também foi abençoado por Deus. Mas a promessa da posse da terra era para Abraão e seus descendentes com Sarah, o que se cumpriu em Isaque.
O que me impressiona na história dos patriarcas é, sem dúvida, a mudança dos nomes. Abrão passou a se chamar Abraão e Sarai, Sarah. Da mesma forma que Jacó passou a se chamar Israel como parte do cumprimento da aliança. Ao assumirem esta postura, mesmo com as inúmeras indagações, estavam se posicionando como herdeiros da promessa, da aliança eterna.
Talvez isso nos falte hoje em dia, esse comprometimento. Em parte cremos, em parte queremos “ver para crer”. Concorda? Mas como está escrito em Hebreus 11 eles tomaram posse das promessas pela fé, muito antes de qualquer realização. Viam o “invisível”. E o texto afirma que foi pela fé, que Sarah recebeu a virtude de conceber e dar a luz já fora da idade (Hebreus 11.11). O que nos revela um crescimento espiritual.
Outra crise vivenciada por esta mulher foi no momento em que se viu obrigada a pedir  ao esposo para escolher entre ela e Isaque ou Agar e Ismael. A decisão de despedir a serva com o filho foi sábia, os dois meninos não poderiam herdar juntos a Terra Prometida. E Sarah agiu conforme o seu coração para proteger o filho das implicâncias de Ismael e de futuras complicações.

O que nos leva a pensar se estamos dispostos a arriscar, a nos envolver, a tomar decisões difíceis pelos nossos filhos ou se é mais fácil sermos coniventes com as situações? 

Texto extraído do livro Mulheres em Crise de Marion Vaz

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Túmulo dos patriarcas em Hebrom - Israel

terça-feira, 14 de março de 2017

Não Autorizo

Nos últimos dia choveu no Facebook essa postagem. E não é a primeira vez que isso acontece. De tempos em tempos um número determinado de usuários copia e cola em sua página esse tipo de recado não autorizando a redistribuição de suas publicação, fotos e frases com pena de violação de privacidade. Alguém pode avisar para esses ingênuos que existe um ícone no Face em que você escolhe quem pode ou não visualizar suas postagens? E que esse tipo de recado não tem validade alguma? 

O Facebook é uma rede social, ou seja, um espaço para socialização e não uma rede privada como Email ou Gmail em que tudo é confidencial. O Face é um veículo de entretenimento, de relacionamentos e tudo que você postar, seja para amigos ou público, poderá ser compartilhado! Com ou sem a sua autorização! Mas tem cada postagem que foge ao meu entendimento! É tanto Boa Noite ou Bom dia com direito a carinhas e flores que parece que a pessoa não faz outra coisa na vida! Se vai ali do outro lado do mundo ou na esquina da própria rua tem que postar, tem que compartilhar, anúncios de pequenos negócios, serviços terceirizados, críticas, insatisfação pessoal, DRs, propaganda de Igrejas diversas, e uma infinidade de informação diária que muitas vezes nem tem valor emocional ou espiritual. E aí a pessoa fica torcendo pra sua postagem se transformar num viral!

E aqueles "desavisados da vida" enfeitando a página com os dizeres: "Não autorizo" ou "Autorizo isso e não aquilo". No ano passado inúmeros amigos deletaram outros por pura desinformação. Sinceramente, fala serio! Se você publica algo na Internet fica online e passa a ser público. Se você não quer que ninguém saiba, não se exponha, não publique, não revele via redes sociais! E tem gente que acredita mesmo nestes postes e fala com tanta veemência que convence outras pessoas a fazerem o mesmo. 

Então, pra não perder a piada...

- Não Autorizo! Vou construir uma bolha pra ficar lá dentro sem qualquer contato com o resto do mundo! kkkkkkkk


Marion Vaz



domingo, 12 de março de 2017

Círculo de Confiança

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O Filme Entrando Numa Fria mostra a história de um jovem que se vê muito encrencado no primeiro encontro com a família da noiva. Muitos contratempos marcam as tragédias que ele tem que enfrentar para obter a confiança de Jack, o pai da noiva. O que me chama atenção no decorrer do filme é exatamente esta frase "Círculo de Confiança" que Jack menciona o tempo todo, talvez na intenção de coagir o futuro genro a se "encaixar" no perfil que ele deseja para o futuro marido de sua filha.

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Talvez seja isso mesmo que desejamos das pessoas que estão ao nosso redor, que elas se encaixem ou se adaptem ao modelo de ser humano que queremos ter em nosso Círculo de Confiança. Pessoas sinceras, amigas, que saibam guardar segredos, que nos ajude quando precisarmos. Em resumo, que estejam prontas para rir, passear, brincar, discutir “a fome no mundo” numa conversa casual sem nos condenar por ter uma opinião própria.

Amigos sinceros nem sempre elogiam o tempo todo, podem dizer que sua roupa não combina ou que seu cabelo está horrível, que aquela bolsa verde tem que ser substituída! Mas são pessoas que no final dos prós e contra parecem muito mais com você do que alguns familiares. No Círculo de Confiança, não há lugar para penetras! É um lugar fechado, com sérias restrições e que, na maioria das vezes, as pessoas representam exatamente aquilo que somos e cremos. Amigos de infância, de Colégio, de Faculdade, de trabalho. Amigos verdadeiros que não estão só no Facebook para dar um like numa postagem. Gente que vai te chamar para sair, passear ou para uma conversa de fim de noite.

O oposto disto é aquela pessoa que só tem um amigo ou um parente ou até mesmo o conjugue para dividir sua atenção. Ela não faz contato visual com ninguém, dá bom dia por educação e não faz questão de ter gente por perto a não ser para obter algum lucro. Aquela pessoa que incomoda os outros mesmo que esteja calada. Gente que força a barra, mas que no final das contas a ausência não faz diferença.

Mas o que me fez refletir no assunto é este tipo de gente que quer se manter em volta de outros, mas que não ajuda em nada. Quer estar presente, rir, fazer piada, mas se você pedir algum favor... Pode esquecer! Passa o ano todo e não jeito de obter qualquer tipo de consideração. Ela finge que esqueceu ao invés de dizer logo um NÃO! “Não quero! Para de me incomodar!” Mas prefere sorrir e fingir que está tudo bem. Este tipo de gente não faz parte do meu Círculo de Confiança!

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Você pode sair do Rol de Amigos de alguém por causa de algum problema sério, traição, ciúme exagerado, trapaça, desconforto mútuo. Só tem que saber se vale apena perder uma amizade por causa de algo superficial. A Sociedade atual não se sacrifica por ninguém, nem para dar uma dica de emprego! Percebi que estamos tão envolvidos com os nossos problemas que não sabemos lidar com algumas situações. A mão que se estende para pedir um favor, não é a mesma quando precisa ajudar um parente numa coisa tão simples. Esta desconstrução de família e amigos em inimigos visíveis como no enredo do filme que mencionei no início do artigo, me preocupa. Como no episódio da Última Ceia em que Jesus declara publicamente que o traidor estava perto o bastante para comer do mesmo prato.

O que nos obriga a manter, a cada dia, o nosso Círculo de Confiança mais restrito.



Marion Vaz


terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Ananias e Safiras – Se rebelando contra o Sistema

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Nada mais intrigante do que a morte súbita deste casal. Talvez causada por um ataque do coração, visto que caíram mortos no chão. É provável que estivessem sobre estrema pressão por causa de um negócio e o valor recebido pela propriedade. Mas o que sempre me impressionou nesta passagem bíblica de Atos 5 são os comentários e reflexões referente a vida espiritual do casal e de todos aqueles que “mentem ao Espírito”.

Pelo menos é essa a consideração feita sobre o assunto. Pois a Igreja estava se estruturando e “todos tinham tudo em comum” (At 4.32) de maneira que vendiam suas propriedades e davam o valor total da herdade aos discípulos para que eles distribuíssem aos outros e assim “não havia entre eles necessitado algum” (vs 34).

Interessante notar que tal passagem bíblica continua sendo, nos dias de hoje, contada com a mesma noção de certo e errado. No caso, a atitude de Ananias e a esposa são consideradas erradas porque contrariava o Sistema. Já falei um pouco sobre o que levou Safira a agir daquela forma e ter o mesmo destino do marido em meu livro Mulheres em Crise.  Acredito que a esposa não teve outra opção a não ser agir com obediência ao marido em virtude do contexto social da época.

Mas agora vamos examinar a passagem por outro ângulo. Quem instituiu este Sistema de dar todos os bens em função da causa: D-us  ou os homens? Se não foi D-us que determinou tal ordenança, visto que também não há registro disto, por que Ananias foi punido por se insubordinar contra o Sistema? E por que continuamos repassando o mesmo conceito de punir Ananias e Safira por sua atitude, se nos dias de hoje não podemos condenar ninguém por proteger seu negócio, propriedade e bens ao invés de “vender e dar tudo aos pobres”?

Não que isso não aconteça. Existem Comunidades religiosas que exigem isso de seus membros como prova de fé e confiança nas providências divinas. E assim, consomem dia a dia os bens e as ofertas alçadas de muitos fieis. Com sinceridade, não consigo condenar Ananias e Safira por reter parte do valor arrecadado para uso pessoal ao invés de alimentar o Sistema. Alguém agora deve estar me chamando de herege. Oh! Mas eles mentiram ao Espírito Santo!

Bem, a história mostra que era um Sistema com sérios comprometimentos em longo prazo, pois a Igreja de Jerusalém passou a ser a mais pobre e mais necessitada (1 Co 16.3) e num período crítico da História se pedia ajuda para os irmãos da Judeia (At 11.28-29). Dizem os entendidos que a distribuição também não era justa (At 6.1) então foram instituídos diáconos para administração e redistribuição dos valores arrecadados. Se bem que o termo usado na Bíblia foi “importante negócio”, talvez seja daí que os mentores de hoje se apoiem para pedir tanta oferta e doações. Hum...

Posso afirmar que em relação à religiosidade, havia um desenvolvimento espiritual muito grande e importante para Igreja nos seus primeiros anos de crescimento. As pessoas eram crentes mesmo, religiosas e devotas. E esse número crescia vertiginosamente dia a dia, mesmo diante do contexto social que viviam. A pregação da Palavra de D-us trazia conforto e arrependimento dos pecados. Assim, perseguições e afrontas não foram barreiras para esses novos cristãos que chegaram a dar a própria vida em fidelidade à fé. O Livro de Atos nos mostra passo a passo o caminho percorrido pelos apóstolos, o crescimento e a expansão do Evangelho de Jesus até os confins da terra do mundo então conhecido.

Voltando ao assunto do artigo, será que Ananias teria sido punido se tivesse dito a verdade? Tipo: Os bens são meus e o valor da venda também e eu não estou a fim de sustentar um bando de gente à toa! Com certeza essa seria a forma de hoje de se rebelar contra o Sistema! Dizem os estudiosos que os apóstolos e novos crentes achavam que a Volta de Jesus seria naquela geração e assim não precisavam de tantos bens. Somente o que podiam consumir no dia a dia até que Jesus voltasse para levar o seu povo. Bem, é provável que com o passar do tempo, os ricos tivessem perdido os bens e a contribuição foi diminuindo. Os pobres ficaram bem mais pobres e os que ainda tinham alguma herdade precisavam pensar num meio de sobrevivência. Talvez esse fosse o caso de Ananias... você pode concordar ou não.

Com perdão do Apóstolo Pedro, o coitado do Ananias estava com uma carga emocional tão grande sobre os ombros que só de encarar os apóstolos não tinha condições nem de respirar e Puf! Ao tocarem no assunto caiu duro no chão (vs 5). Ataque fulminante do coração! Sem menosprezar o teor educativo e a  relevância espiritual que a passagem bíblica possa trazer aos corações, não é essa a ideia que se transmite hoje em dia? Ou você contribuiu ou sofrerá danos colaterais?

Mas... E se ele não tivesse vendido àquela propriedade? Se quisesse ficar com ela ao invés de ser coagido a vender e repassar o valor porque talvez o Sistema já mostrasse suas falhas, e o número de necessitados era bem maior do que se podia sustentar? Coagido sim. Porque se todo mundo contribui você se sente constrangido a fazer também. E só pra constar Ananias já estava vivendo no tempo da “Graça” tá! Ele tinha todo o direto de se retratar se... A conversa tivesse demorado um pouco mais! Infelizmente o pobre Ananias não teve tempo. 

Estava presente numa reunião religiosa num domingo em que o Líder espiritual mencionou tantas vezes a palavra milhões que eu me senti constrangida com meus míseros reais na bolsa. Algo fora da realidade de muitos que estavam ali. Dizia ele: A obra X custou tantos milhões, a obra Y outros tantos, a reforma da obra M pode ser de 600 mil e eu ali sentada pensando: Puxa vida! E aquele Mentor auxiliando a plateia para a liberalidade. E assim temos hoje inúmeras campanhas, a Oferta do amor, Oferta do desafio, Oferta da diferença... O discurso alinhado a Palavra de D-us e efeitos psicológicos afetam o público de tal forma que a pessoa oferece mesmo não tendo, se compromete a longo ou curto prazo e se dana toda pra “ofertar” só pra não “mentir ao Espírito”. Pronto falei! Não concordo com esse tipo de técnica...

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Não estou menosprezando a fé e nem a oferta de ninguém. Não estou dizendo que não se deva ofertar e dar o dízimo, contribuir para algumas benfeitorias nas igrejas... É bíblico ofertar! Existem bênçãos para o ofertante. Estou falando de pessoas se comprometem em obras faraônicas, assumem um número exagerado de responsabilidades e querem que, no final do mês,  você ajude a pagar a conta! Quem está à frente do Sistema: Fulano. Quem ganha status: Fulano. E você "Ananias"? 

Pense nisto.

Marion Vaz



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Não sei como ela consegue?

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Assisti um filme muito interessante esta semana. Era uma história até muito engraçada sobre um casal que tinha dois filhos e que trabalhavam em diferentes áreas. Os dois tinham projetos importantes e tinham que dedicar mais tempo ao trabalho do que ao lar. O roteiro mostrava como a mãe, dona da casa, esposa e dedicada funcionária tentava se adaptar  aquela vida corrida, viagens a negócios e fusos horários. Por sorte ela tinha uma empregada que além de cuidar da casa, era uma pessoa de confiança e dedicada babá para as crianças. 

Kate, parece um pouco atrapalhada, distraída em alguns momentos, resolvida em outros assuntos, mas se autodenomina dedicada mãe para seus filhos, mesmo que a menina tenha certas reservas em relação ao seu comportamento. Kate procura não esquecer as datas de aniversário e compromissos familiares. Mas era só o telefone tocar que seu sensor dava um sinal de alerta.

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A primeira cena que chamou atenção mostrava o marido impaciente porque tinha que sair para uma reunião importante, mas a empregada estava atrasada por algum motivo. Ele reclamou com a esposa e disse que ia chamar a atenção da fulana. A esposa quase teve um treco e saiu em defesa da talzinha afirmando que ela era uma ótima empregada, sabia tudo sobre a casa, as necessidades das crianças e que igual a ela jamais encontraria. Não mesmo! Afirmou. Enquanto discutiam a mulher chegou e logo pegou o menino pequeno no colo e começou suas atividades e os patrões saíram para trabalhar.
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Interessante que algumas cenas depois me aparece a empregada falando para a patroa que o cabelo do menino estava muito grande e como precisava ser cortado com urgência e ela tomou a iniciativa e levou a criança ao barbeiro para aparar a franja. Foi o suficiente para a mãe ficar nervosa.

- O primeiro corte de cabelo! Dizia a mulher. Eu queria estar presente! Era importante!
- Como a senhora estava no trabalho não quis incomodar.
- Mas fulaninha, tentou falar com certa reserva sem querer ofender a empregada, de que queria ser notificada de tudo, de qualquer coisa relevante ou não sobre os filhos. E até compreensível. Mas em outras partes do filme a mãe volta a repetir o assunto: O primeiro corte de cabelo... Como se fosse o fim do mundo. O primeiro corte de cabelo...  Ao sair em viagem naquele dia a dona da casa tinha até lágrimas nos olhos! Nunca mais vai haver o primeiro corte de cabelo...

Ela podia não estar presente em casa e como afirmou o próprio marido numa das vezes que eles brigaram: Mesmo quando estava em casa, ela não estava presente, porque sempre tinha um telefonema pra atender, uma amiga pra conversar, um projeto em particular... Mas não podia perder o primeiro corte de cabelo?? Bem... O interessante é que sua linha de raciocínio começa a mudar a partir deste episódio.

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Entendi que a empregada era ótima pessoa, cuidava dos filhos dela quase que em tempo integral enquanto a mãe e o pai trabalhavam com afinco para realizar seus projetos e ganhar mais dinheiro. A babá era boa para levar os filhos na escola, levar no parquinho, brincar com eles, dar comida, lavar a roupar, etc. Mas afinal e daí, você deve estar se perguntando. Não era para isso que ela era paga? Com certeza! Entendi que ela não podia tomar decisões porque ela não fazia parte da família. Naquele telefonema, a relação era entre patroa e empregada. Não interessava se a talzinha também tivesse que adiar seus planos porque o voo atrasou, ou por causa de uma reunião de emergência, ou porque a patroa tinha que sair com as amigas. Talvez ela recebesse um bônus, mas o filme não mostra isso.


Pra saber como ela consegue é só prestar atenção na história e no dedicado marido que segurava as pontas em casa, quando a mãe não podia assumir algum compromisso por causa do trabalho. Por outro lado podemos detectar nessa "parceria" o vínculo que mantinha a família unida. No desenrolar da história os pais conseguiram realizar seus projetos, tiveram festa de natal e até neve caindo do céu. 

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A empregada continuou suas tarefas porque afinal... Devia ganhar bem. Porque com tanto trabalho devia ser bem remunerada e “pelo andar da carruagem” as pessoas não podem abrir mão de seus empregos. E Kate e o marido tiveram aquele final feliz que toda família deseja.

Moral da história: Kate, o modelo de pessoa realizada que toda mulher deseja ser, mas que, quando enfrenta as dificuldades tem sempre uma "fada madrinha" com varinha mágica nas horas do sufoco. Infelizmente na vida real não é assim. a gente se desgasta muito pra criar os filhos e dar a impressão que as coisas estão aparentemente perfeitas. Nem sempre estamos bonitas e com sorriso no rosto. Parece fácil ser uma dedicada mãe, dona de casa, profissional de destaque quando se tem alguém em quem se apoiar. Não acho que Kate seria assim tão maravilhosa sem ajuda da família, do marido ou da empregada. Sim, acho que já sei como ela consegue...


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Marion Vaz

sábado, 14 de janeiro de 2017

O que você espera da vida?

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O ano mal começou e já tem gente resmungando da vida, dos problemas, das dificuldades. Mas o que você e eu esperamos realizar nesta vida vai determinar o grau de dificuldade que encontraremos pela frente. É isso mesmo! Esperava que eu dissesse que tudo ia ser fácil? Negativo! Se você deseja realizar coisas grandes com certeza vai sofrer um impacto maior. Não se constrói nada sem sacrifícios.

Mas tenha em mente que existe um diferencial entre o que vale mesmo a pena lutar nesta vida e aquilo que pode ser deixado de lado, esquecido num cantinho qualquer.

Nesta caminhada rumo a “fronteira final” do bem estar existem regras a seguir. Pequenas atitudes que resumem o nosso dia a dia ou que, de uma forma motivadora vai definir o que somos ou o que pensamos, como agimos em relação às outras pessoas e a nós mesmos. Então se deseja ter uma identidade você precisa entender que antes de mudar os outros, precisa mudar a si mesmo. Precisa estabelecer propósitos, aproveitar as oportunidades para que o seu sucesso tenha um significado.

O primeiro pensamento que vem a minha mente é que “sem Deus nada podemos fazer” – É uma frase bíblica. Mas acredite que Deus não tem a obrigação de fazer tudo. Com certeza Ele pode agir em muitas situações, mudar o destino de alguém, curar uma enfermidade. Mas em determinadas circunstâncias é a atitude do próprio homem/mulher que vai definir o futuro. E isto é bíblico também. Inúmeros personagens fizeram de suas vidas um exemplo de força, poder e realizações benéficas.

Então voltemos à pergunta: O que você espera da vida? O que você pensa quando acorda de manhã? Já semeou o suficiente para poder colher? Quais os seus valores morais? Qual a importância do próximo em sua vida? Os interesses deles estão no topo da sua lista ou eles estão em segundo plano? Aonde quer chegar à Empresa em que trabalha?  Você está disposto a começar do nada para chegar a algum lugar? Você quer pagar o preço? O que você tem que pode ser utilizado para benefício próprio?

É meu caro leitor... Nem tudo é tão prático como deveria ser. E tem coisas que o dinheiro não compra! Então está na hora de fazer aquela lista de prioridades para o ano de 2017. E o melhor conselho é este: Comece acreditando em você mesmo! Acredite que pode ser a diferença, que pode mudar o rumo das coisas, que pode alcançar seus objetivos. 

Mas seja realista! Não crie expectativas que não se possa realizar. Seja otimista! Defina projetos a longo e curto prazo. Seja criativo! Não espere que os outros encontrem a solução. Seja ativo! Sem desprezar a capacidade e empenho de seus colaboradores. Seja agradecido! Primeiramente a Deus que te deu o dom da vida, segundo para com a sua família, esposa e filhos, cúmplices em todas as horas, terceiro seja grato àqueles que fazem parte da sua equipe. Porque ninguém vence sozinho!

Marion Vaz